As Luzes que brilham bem alto não têm a vivacidade que deveriam ter.
As marcas profundas do desânimo navegam por toda a parte.
Há êxtase melancólico, sonhos cor de rosa em forma de pesadelo.
Gritos presos e esquecidos na garganta, toda a gente os vai dando para si mesmo…
Pedras fundamentais foram partidas pela força da natureza imposta.
Pulmões verdes do nosso pensamento já não filtram o que devem filtrar.
Luzes fuscas e deturpadas que iluminam tudo o que de inútil existe,
São irritantes da forma como se passeiam pelas ideias sem as clarear.
Tenho as mãos atadas e acomodadas também,
Pois vejo, não sei o que fazer,
A não ser anotar a minha debilidade.
Os Mãos finas, são os Mãos suaves
que a podridão cuida!
Só calejando mãos desprendemos as gargantas!
Mãos calejadas, são mãos arranjadas, pegam com
Afinco na vida que se amesquinha.
Sujem as Unhas de Vaidade, não as pintem nem as cuidem com futilidades.
Tudo o que o tempo trouxe trás e trará, veio, vem e virá
Ao som do nosso grito, por isso
Gritemos todos por nós um grito consciente daquilo que somos!
Sabendo exactamente aquilo que somos aprenderemos facilmente
A ser o que devemos ser.
Tuesday, April 24, 2007
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